Territorios Imaginarios

A Casa América de Madrid recebe a exposição Territorios Imaginarios, resultado do programa Transatlántica que integra o Festival PhotoEspaña. A série Superfície é um dos trabalhos que foi selecionado em leitura de portfólio realizada no SESC Vila Mariana em 2017.

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Muros de Ar

A participação do Brasil na Bienal de Veneza de Arquitetura produziu uma publicação que “condensa o exercício de exploração, discussão, debate e intercâmbio realizado entre os quatro curadores e centenas de colaboradores.”

Segundo os curadores Gabriel Kozlowski, Laura González Fierro, Marcelo Maia Rosa e Sol Camacho, o projeto foi idealizado com o objetivo de “ampliar uma conversa e suas possíveis repercussões para além do ponto singular da exposição.”

“O conceito e título Muros de Ar foi pensado para responder à proposta Freespace, das curadoras (Bienal de Veneza) Yvonne Farrel e Shelley McNamara, como uma provocação capaz de questionar: 1. as diferentes formas de muros que constroem, em diversas escalas, o território brasileiro; 2. as fronteiras da própria arquitetura em relação a outras disciplinas.”

Tenho o prazer de participar deste livro com a série Campo Cego.

O catálogo pode ser visto na íntegra a partir deste link

 

Debate: O corpo na cidade

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Debate: O corpo na cidade | a performance como forma de ocupação
Gabriela di Bella, Ivan Padovani e Coletivo Teatro Dodecafônico e Felipe Moreira (Instituto Pólis)No dia 12 de julho, quinta-feira, às 19 horas, receberemos os fotógrafos Gabriela di Bella e Ivan Padovani em uma conversa com os membros do Coletivo Teatro Dodecafônico, mediada por Felipe Moreira. Neste encontro, além de falar sobre a relação da fotografia com a arquitetura da cidade, também abordaremos a performance como forma de ocupação, atentando para outras linguagens artísticas.
Caótica e movimentada, a vida na cidade é marcada pelo seu ritmo de um crescimento que parece não ter fim. Espaço de protestos, movimentos de reintegração de posse, intervenções urbanas e do próprio flanar como experiência criativa, a cidade de São Paulo vem passando por transformações cujo efeito aparece em sua própria paisagem.
Qual é o papel da fotografia documental diante da crise habitacional? Como a arte performativa pode impulsionar novas miradas, derivas, ou até mesmo a criação de espaços comunitários? E o que a nossa arquitetura diz sobre os nossos modos de vida?

COLETIVO TEATRO DODECAFÔNICO cria a partir de provocações e estímulos transdisciplinares e foi agregando artistas de diversos campos, engajados numa mesma pesquisa – atualmente centrada no espaço da rua e reflexão sobre os desdobramentos performáticos, imagéticos e textuais das ações do corpo na urbe.

GABRIELA DI BELLA é fotógrafa e jornalista, trabalha e vive em São Paulo. Formada em jornalismo pela PUCRS, já trabalhou com assessoria de imprensa e produção de cinema antes de começar a carreira como fotojornalista. Trabalhou no Jornal do Comércio e no jornal Metro onde cobriu a Copa do Mundo de 2014 e também a tragédia da boate Kiss. Mudou para São Paulo em 2015 após ser selecionada para o trainee da Folha de São Paulo. Em 2016 publicou o fotolivro “Marrocos” pelo coletivo Gringo que foi finalista de Prêmios Pierre Verger e Diário Contemporâneo e será exposto este ano no Photo España, em Madrid, e no Festival de la Luz, em Buenos Aires. Colaborou com agências nacionais e internacionais como a Reuters e a FolhaPress, e atualmente trabalha como freelancer para veículos como UOL, BBC Brasil, National Geographic, e The Intercept Brasil e se dedica a projetos independentes com foco documental.

IVAN PADOVANI nasceu em 1978 em São Paulo/Brasil, cidade onde reside e trabalha. É formado em Administração pela FAAP e Pós Graduado em Fotografia pela mesma instituição. Paralelo à sua atuação como artista visual, Ivan também é professor na Escola Panamericana de Arte e um dos integrantes do Vão, espaço independente voltado para pesquisa, produção e exposições de arte contemporânea. Seu projeto Campo Cego integrou a exposição Time – Space – Existence, que fez parte da 15ª Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza, e a mostra Antilogias: o fotográfico na Pinacoteca de São Paulo. Também foi contemplado no Concurso Diário Contemporâneo de Fotografia 2014, e ganhador de bolsa para participar do Programa Descubrimientos no Festival PhotoEspaña do mesmo ano.
Em 2016 foi finalista do Concurso Conrado Wessel de Fotografia com o seu novo projeto intitulado Superfície, trabalho que também foi selecionado no Salão Luiz Sacilotto de Arte Contemporânea e Salão de Arte Contemporânea da Praia Grande, ambos em 2017.

FELIPE MOREIRA é mestre em arquitetura e urbanismo com atuação prática e acadêmica (pesquisa e extensão) nas áreas de habitação e cidade como foco em territórios populares, sobretudo favelas. Atualmente compõe a equipe de urbanismo do Instituto Pólis e do coletivo Lablaje.

Experimentando Le Corbusier

Convite 2

 

Semana que vem será abertura da exposição Experimentando Le Corbusier – Interpretações contemporâneas do modernismo.

 

O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, inaugura no dia 16 de junho, sábado, às 14h00, a exposição ‘Experimentando Le Corbusier – Interpretações contemporâneas do modernismo’.

Com curadoria de Pierre Colnet e Hadrien Lelong, da Cremme – Edi- tora de Mobiliário, via Instituto Cremme, associação que tem como compromisso atuar nas esferas social, educacional e artística por meio da promoção de atividades de fomento à cultura, a mostra permeia o pensamento de Le Corbusier para além do perímetro da arquitetura.

A nova exposição apresenta uma reflexão sobre o modernismo no Brasil e sobre o trabalho do arquiteto franco-suíço. O intuito dos artistas, designers e arquitetos brasileiros convidados para participar da mostra é manter vivo o pensamento moderno e revolucionário de Le Corbusier. Uma conversa entre o premiado arquiteto paulista Paulo Mendes da Rocha e Catherine Otondo inspira as ilustrações de Alexandre Benoit. Noções como simetria, perspectiva, movimento e composição são abordadas pelas obras dos artistas Carla Chaim, Lucas Simões e Ivan Padovani. Estarão expostas peças da Oficina de Marcenaria elaboradas em parceria com o Instituto Leo, que propôs a releitura do modernismo por meio da concepção de móveis inspirados nas obras de Le Corbusier. Os Irmãos Campana completam o corpo de designers, ocupando o jardim do Museu com a instalação Taquara.

“Nos trabalhos expostos, temos um desafio às várias disciplinas que se entrecruzam nos campos do design e da arquitetura, permeados pela experimentação técnico-artística. Uma oportunidade para observar a diluição de suas fronteiras, cada vez mais tênues, na contramão do mundo das especializações”, comenta Giancarlo Latorraca, diretor téc- nico do MCB.

Os curadores também convidaram um time de escritórios brasileiros formado por Aleph Zero, AR Arquitetura, Bloco Arquitetos, FGMF, Gabriel Ranieri, Pedro Ribeiro, Estudio Guto Requena, Metro Arquitetos Associados, MNMA Studio, Nitsche Arquitetos, Play Arquitetura, Terra e Tuma e Triptyque Arhitecture a refletir como hoje repercute o processo modernista no território nacional e dentro do próprio ambiente de trabalho. O artigo do filósofo francês Mickaël Labbé, feito especialmente para a mostra, sustenta o trabalho dos arquitetos na exposição.

 

SERVIÇO

Experimentando Le Corbusier – Interpretações contemporâneas do modernismo

Abertura: 16 de junho, sábado Horário: às 14h00

Entrada gratuita

Visitação: até 12 de agosto

Museu da Casa Brasileira Av. Faria Lima, 2705

Tel.: (11) 3032-3727

VISITAÇÃO De terça a domingo, das 10h00 às 18h00

Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada) | Crianças até 10 anos e maio- res de 60 anos são isentos | Pessoas com deficiência e seu acompanhan- te pagam meia-entrada

Gratuito aos finais de semana e feriados Acessibilidade no local

Bicicletário com 40 vagas | Estacionamento pago no local

Visitas orientadas: (11) 3026.3913 | agendamento@mcb.org.br www.mcb.org.br

Curso SESC

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Curso Fotografia e Cidade

São Paulo vive um momento particular de sua história. Mais do que nunca os espaços públicos são ocupados por sua população que o reinvidica tanto a partir da presença física, quanto pela busca incansável por criar sua imagem.

A todo instante a cidade impõe novas visualidades, mas suas dimensões fogem à capacidade humana de imagina-lá como um todo. Como estabelecer vínculos entre o espaço físico e o sujeito em meio ao ritmo frenético da vida contemporânea? Como lidar com o anestesiamento ocasionado pelo excesso de informação e toda sorte de impactos visuais a que somos submetidos no dia a dia? De fato o observador deve enfrentar estas questões se quiser assumir um papel ativo e criativo na formação da imagem do mundo que o cerca. Neste sentido, a fotografia se torna uma das ferramentas mais adequadas para permitir um olhar capaz de dar conta desta multiplicidade.

Este curso pretende discutir a desafiadora tarefa de constituir um olhar sobre a cidade. Para isso serão abordados autores como Kevin Lynch, Nelson Brissac, Francesco Careri, Hal Foster e Walter Benjamin, a fim de complementar ou contrapor estas idéias.

Uma série de artistas visuais e fotógrafos também serão tratados com o objetivo de especular as diversas possibilidade de construção da imagem de um contexto urbano como São Paulo, sempre voltando a atenção simultaneamente para seu potencial enquanto expressão poética e postura política.

A partir de ações práticas e das provocações colocadas em sala, a grupo será incentivado a produzir em campo. O material gerado será compartilhado e servirá de base para uma discussão de encerramento.

Quinta-feiras entre os dias 07/06 e 05/07

Das 19 às 22 h

Inscrições pelo site

Prêmio Diário Contemporâneo

TRAUMA selecionada no Prêmio Diário Contemporâneo 2018!

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Após avaliação intensa das obras inscritas, a comissão de seleção e premiação desta edição, composta por Rosely Nakagawa (SP), curadora e pesquisadora; Walda Marques (PA), fotógrafa e Flavya Mutran (PA), artista e professora, escolheu os trabalhos que irão compor a exposição do 9º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia.

A partir da temática “Realidades da imagem, Histórias da Representação” vieram 300 dossiês de todas as regiões do país concorrendo a um dos três prêmios no valor de R$ 10.000,00 cada, sendo dois deles concedidos na forma de bolsa para residência artística nas cidades de São Paulo e de Belém.

O início dos trabalhos de seleção foi marcado por uma conversa com o curador do projeto, Mariano Klautau Filho, que abordou a trajetória do Prêmio e destrinchou a temática escolhida para 2018.

Cada ano traz um processo de seleção particular. A proposição temática entra em contato com o artista e o trabalho deste entra em contato com o olhar da comissão. “Devemos pensar as relações que a arte tem com a sociedade, com a realidade, com o contexto social”, observou Flavya.

O alto nível dos trabalhos inscritos fez com que a comissão optasse por aumentar o número de contemplados. Inicialmente o edital previa a escolha de até 20 trabalhos, já contando com os três premiados. Ao final, 26 trabalhos integrarão a mostra.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia trata-se de um projeto nacional, que em seus anos de atuação contribuiu para a consolidação do Pará como lugar de reflexão e criação em artes, além de proporcionar o diálogo entre a produção local e nacional. É uma realização do jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu do Estado do Pará – MEP, do Sistema Integrado de Museus/Secult-PA e do Museu da UFPA.

Veja abaixo a lista completa dos fotógrafos premiados e selecionados:

  • Prêmio Diário Contemporâneo – Edu Marin Kessedjian (SP)
  • Prêmio Residência Artística São Paulo – Ionaldo Rodrigues (PA)
  • Prêmio Residência Artística Belém – Ricardo Ribeiro (SP)
  • Ana Lira (PE)
  • André Penteado (SP)
  • Camila Falcão (SP)
  • Élcio Miazaki (SP)
  • Emídio Contente (PA)
  • Fernando Schmitt (RS)
  • Fernando de Tacca (SP)
  • Gabriela Lima (RJ)
  • Ivan Padovani (SP)
  • João Castilho (MG)
  • João Paulo Racy (RJ)
  • José Diniz (RJ)
  • Marcelo Kalif (PA)
  • Marcílio Caldas Costa (PA)
  • Marco A. F. (RS)
  • Maurício Igor (PA)
  • Natasha Ganme (SP)
  • Paulo Baraldi (SP)
  • Pedro Clash (SP)
  • Roberto Setton (SP)
  • Sérgio Carvalho (PI)
  • Thiéle Elissa (RS)
  • Tiago Coelho (RS)

The Father Of Lightnings

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A partir da década de 1920, a corrida pelo desenvolvimento fez com que São Paulo virasse as costas para seus rios. O progresso reivindicava os leitos para asfaltar avenidas, as várzeas para levantar prédios e as águas para gerar energia elétrica, impulsionando a expansão industrial e demográfica da região e fundando as bases do urbanismo distópico que caracteriza a metrópole até hoje. A Hidrelétrica Henry Borden de Cubatão -inaugurada em 1926- constitui um marco fundamental deste círculo vicioso. Para girar suas turbinas, Asa White Billings idealizou o Projeto da Serra do Mar, acarretando a retificação dos rios Tietê e Pinheiros, a inversão do curso deste último e a construção de barragens. Em função da excessiva poluição das águas que abastecem o sistema, a usina que já teve a maior capacidade energética da América Latina hoje opera com apenas 25% de seu potencial. Em 1927 o escritor Rudyard Kipling visitou a hidrelétrica durante
a viagem que inspirou o livro
“Brazilian Sketches”. Descreveu seu assombro no capítulo “The Father of Lightnings”, de onde provêm as frases desta publicação. Este fotolivro foi produzido coletivamente em Santos entre 5 e 8 de outubro de 2017, durante
a segunda edição do Valongo – Festival Internacional da Imagem.

Conceito e coordenação: Walter Costa, Ivan Padovani

Artistas participantes: Alexandre França, Bruna Berthond, Heloisa Lodder, Marina Ejima, Paulo Ochandio, Raphaela Boghi, Weslei Barba e Yuri Veroneze